18.3.05

Eduardo Alexandre


Canção Edipiana


A amar, aprendi na infância.
Na ausência do peito da minha mãe.
Aprendi, portanto, pela necessidade.
Pelos prazeres concedidos ao meu corpo,
Que satisfeito deixou-se evoluir em carícias.

Aprendi a amar pela boca.
E é através dela
Que manifesto o meu amor:
Digo quero, digo amo.
E, assim, satisfaço a paixão
Do ardente coração
Que se desfaz em chamas
De saudade de você !

leia mais Eduardo Alexandre aqui, aqui e aqui.

Comentários:3

Anonymous José de Castro said...

Oi, Márcia: a saudade é um bichinho traiçoeiro que rói a gente por dentro... parece uma coceira da alma... beijão.

4:14 PM  
Anonymous AdéliaTheresaCampos said...

Segui as pistas de Eduardo Alexandre. Poeta e dos bons. E adorei o comentário do José de Castro. A saudade "parece uma coceira da alma"... ótimo! O alfabeto, percorri-o de "a" a "z", traz leitura que inspira. Beijos, carinho e... Feliz Páscoa!

9:38 AM  
Anonymous T. said...

Saudade "coceira da alma". Belíssima imagem!

Doce Páscoa, Márcia.

Abraço. T.

1:42 PM  

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